Emocionantes histórias sobre alguns passageiros do Titanic

Operado pela White Star Line e construído por Harland and Wolff, em Belfast (UK), o RMS Titanic foi a segunda embarcação da Classe Olympic de transatlânticos, projetado por Aexander Carlisle e Thomas Andrews. Sua construção começou em 1909 e finalizou 1911. Ele foi construído para ser o navio mais luxuoso e seguro, da época, sendo, supostamente, inafundável.

A embarcação saiu de Southampton (UK) em direção a Nava York (EUA), no dia 10 de abril de 1912. No dia 14 de abril de 1912 ele colidiu, às 23h40min, com um iceberg, afundando na madrugada do dia 15. Haviam mais de 1500 pessoas à bordo, das quais pouco mais de 600 foram salvas. O naufrágio fez evidente pontos fracos de seu projeto, problemas no procedimento de evacuação de emergência e falhas na regulamentação marítima da época.

Os destroços do navio foram encontrados em 1985, por uma equipe liderada por Robert Ballard. Está a 3843 metros de profundidade e a 650 km de Terra Nova, no Canadá. O naufrágio do Titanic foi um dos maiores desastres marítimos em períodos de paz de toda a história.

Precisamos lembrar que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina a aqueles que se interessarem e/ou identificarem. Sendo assim, nós aqui da redação da Fatos Desconhecidos selecionamos essa listinha com algumas Emocionantes histórias sobre alguns passageiros do Titanic. Confira:

Jack Phillips

Jack Phillips era um dos operadores do Titanic, seu trabalho era entregar mensagens desde e para os passageiros, além disso, também era responsável por entregar alertas meteorológicos para o Capitão.

Phillips entregou muitas advertências sobre o iceberg, que chegavam de outros navios, mas antes do desastre não pode entregar algumas devido ao fato de que haviam muitas outras mensagens dos passageiros e ele acreditava que o capitão já sabia sobre o iceberg.

Quando o acidente aconteceu, Phillips começou a enviar vários sinais de socorro aos barcos e navios próximos, começando 3 minutos antes de o navio afundar por completo.

Essa ação fez com que 750 pessoas fossem resgatadas. Phillips morreu no acidente, mas seu legado permanece naqueles que sobreviveram por sua ação.

Harold Bride

Harold Bride foi um telegrafista, trabalha sob ordens de Jack Phillips. Depois das mensagens terem sido enviadas a outras embarcações e quando já não havia nada que pudesse ser feito, o capitão ordenou que deixasse o navio. Harold precisou lutar com outro tripulantes que queria levar o colete salva-vidas para Phillips.

Ambos foram para um dos últimos barcos, ele caiu para trás e precisou ser resgatado por outro barco. Teve um pé quebrado e o outro congelado, por isso teve de ser içado pelo navio (Carpathia) que o resgatava, embarcando, descobriu que seu companheiro Phillips não havia sobrevivido.

No novo navio trabalhou como telegrafista para transmitir nomes e mensagens dos sobreviventes. Bride só deixou seu posto quando chegou à Nova York (EUA). Como sobrevivente e telegrafista, foi uma das principais testemunhas na investigação sobre o desastre.

A imprensa tentou questionar seu desempenho ao não atender suas perguntas, enquanto estava no navio de resgate. Em resposta, Bride disse que sua prioridade eram os sobreviventes e não a imprensa. Ele foi considerado um dos heróis do Titanic.

Durante a Primeira Guerra Mundial, serviu como telegrafista em um navio. Ao fim da guerra se mudou para a Escócia com sua esposa e filhos, onde trabalhou como vendedor, mantendo um rádio amador em casa, até sua morte, em 1956.

Charles Joughin

Charles Joughin trabalhou como chef no navio. Sua história de sobrevivência, ao que dizem, foi consequência da quantidade de álcool (whiskey) ingerida naquela noite, alegando que se mantivera quente nas águas geladas do Atlântico.

Enquanto o Titanic afundava Joughin foi um dos chefs responsáveis por levar comida e outros suprimentos aos botes salva vidas. De acordo com a ciência o álcool teria causado o efeito contrário, causando hipotermia. Mas, apesar de ter ficado na água por um tempo, manteve-se o tempo todo nadando e se movendo.

Até que um bote o resgatou e o levou para o navio resgate (Carpathia). Podemos dizer que Joughin demonstrou sangue frio e forte instinto de sobrevivência ao longo de sua vida, sobrevivendo não apenas ao naufrágio do Titanic mas, também, ao naufrágio do SS Oregon, em Boston.

Ele faleceu aos 78 anos de idade, em 1956.

Millvina Dean

Millvina Dean, tinha apenas 9 semanas de idade quando embarcou no Titanic. Viajava na terceira classe com seus pais e irmão. Seus pais embarcaram com o sonho de abrir uma tabacaria no Kansas. Infelizmente, seu pai morreu na tragédia. No entanto, foi um dos primeiros a perceber que o navio havia colidido com alguma coisa.

Ao ouvir o que aconteceu, correu para sua cabine e pediu para esposa para vestir a família com as roupas de passeio e descer ao convés, na busca de sobrevivência. Ao tentar salvar sua família, morreu nas águas geladas do Atlântico. Millvina apareceu nos jornais como a bebê sobrevivente da tragédia, surpreendendo o mundo.

Como sua mãe não era capaz de continuar a viagem ao Kansas, para cumprir o sonho de seu marido, decidiu ir para o Reino Unido. Na década de 1980, os sobreviventes começaram a morrer, então a imprensa focou em Millvina, que participou de diversos eventos relacionados ao navio naufragado. Incluindo abertura de museus, exposições e convenções da Titanic Historical Society.

Em seus últimos anos de vida, Millvina teve problemas financeiros, para tentar pagar o asilo em que vivia, vendeu algumas recordações do navio, como um saco de pano, leiloado por 1700 euros. Faleceu em 2009, aos 97 anos.

Dorothy Gibson

Dorothy Gibson era modelo, atriz e cantora estadunidense que, junto a sua mãe, experienciou a terrível tragédia quando retornavam das férias na Europa. Na época, ela já era uma grande celebridade. A jovem de 22 anos, entrou no mundo do entretenimento primeiro como modelo.

Seu rosto estampou capas de revistas prestigiadas da época e cartões postais. Foi a musa de Harrison Fisher e, mais tarde, de Jules Brulatour Éclair, a quem cativou ao ponto de lhe conseguir contrato com sua produtora, por sua atuação em The Easter Bonnet e Hands Across The Sea.

Foi persuadida por Éclair a mercantilizar a tragédia, lhe oferecendo o papel-título no primeiro filme sobre o Titanic, Salva no Titanic. Não foi muito difícil convencê-la porque o casal mantinha um romance secreto. Gibson ajudou a escrever o roteiro, dizendo como ela e sua mãe conseguiram enganar a morte na noite em que a embarcação afundou.

Depois de um jogo de bridge com alguns banqueiros novaiorquinos, enquanto retornava à sua cabine, percebeu que algo estava estranho, correu até sua mãe e a avisou. Abrindo caminho entre a multidão, embarcaram no primeiro bote salva vidas. Reviveu esses momentos soluçando de dor.

Confessou nunca ter esquecido os gritos desesperados de pessoas se lançando ao mar, nem a angústia daqueles que temiam pelo destino de seus entes queridos. O filme foi um sucesso estrondoso nos Estados Unidos, França e Reino Unido, na época. Porém, as únicas cópias estavam no Éclair Studios que, em 1914, sofreu um incêndio. Uma grande perda para os estudiosos do cinema.

Fonte: fatosdesconhecidos

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