CIA hackeou Android e iOS para interceptar o WhatsApp, diz WikiLeaks

O site WikiLeaks divulgou uma leva de documentos supostamente vazados que detalham ferramentas hackers usadas pela CIA para investigação e monitoramento de suspeitos, que permitiram que a agência driblasse a criptografia de aplicativos de mensagens como o WhatsApp e Telegram.

O texto não diz que a agência quebrou a criptografia, mas que encontrou uma maneira de coletar os dados antes que eles fossem protegidos graças a vulnerabilidades que foram exploradas tanto no Android como no iOS. Uma vez que o celular é infectado, as mensagens cifradas tem pouca ou nenhuma utilidade para proteger a privacidade do usuário

De acordo com o WikiLeaks, a CIA mantém um braço chamado de MDB (sigla para “divisão de dispositivos móveis” em inglês). Este braço da agência é dedicado a entrar formas de hackear remotamente celulares populares para obter geolocalização, áudio e comunicações em texto, além de ativar a câmera e o microfone sem a permissão do usuário.

Os documentos indicam que a agência possui um arsenal de ataques locais e remotos mirando o iPhones e iPads que foram desenvolvidos pela própria CIA ou por outras agências governamentais como o FBI, a NSA ou a GCHQ (equivalente à NSA no Reino Unido). Também houve casos de “armas” compradas de empresas particulares. O WikiLeaks indica que o foco grande no iOS se dá pelo fato de que o iPhone é normalmente o celular preferido entre líderes políticos, sociais e diplomáticos, bem como das pessoas com influência financeira.

O Android, no entanto, também é um grande alvo por ser o segundo sistema operacional mais usado no planeta. Os documentos mostram que em 2016 a CIA mantinha 24 vulnerabilidades como armas contra a plataforma do Google, obtidas das mesmas fontes: outras agências governamentais e empresas de segurança privadas.

Fonte: olhardigital

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