6 previsões que a ciência pode fazer sobre uma criança

Se você já teve contato com uma criança, pelo menos por algumas horas, vai entender sobre o que falaremos a baixo. No livro História Social da Criança e da Família, Phillippe Ariès, apresenta como a sociedade muda quando as atitudes daqueles que a compõem mudam.

Se baseia no argumento de que o compromisso dos pais com os filhos começou por volta do século 18, com o controle de natalidade e declínio da fecundidade, antes da criança se tornar adulta. O alto nível de mortalidade incentivava o excesso de atenção dos pais para com os filhos.

Num período anterior – sociedade medieval -, Ariès afirma que as crianças eram negligenciadas pelos adultos, abandonadas e/ou desprezadas. Mas isso não quer dizer que eram tratadas como crianças, a diferença entre infância e atenção aos filhos é grande.

O surgimento da “infância” foi quando as mulheres começaram a ter menos filhos e, por sua vez, as crianças sobreviviam mais tempo, tornando-se adultos. Antes disso, as crianças eram consideradas “mini-adultos”.

Precisamos lembrar que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina a aqueles que se interessarem e/ou identificarem. Sendo assim, nós aqui da redação da Fatos Desconhecidos selecionamos essa listinha com 6 previsões que a ciência pode fazer sobre uma criança. Confira:

1 – Se uma crianças de 4 anos é paciente, será um adulto bem sucedido

Nos anos 1960, um psicólogo da Universidade de Stanford (EUA) “torturou” 653 crianças de 4 a 6 anos de idade, colocando doces na frente deles dizendo para que não os comessem. Nesse processo, ele pode ter descoberto o segredo para uma vida inteira de sucesso.

O experimento foi assim: as crianças foram colocadas na frente de um prato de guloseimas (como marshmallows e bolachas) e disse que elas tinham que escolher entre comer um naquele instante ou esperar e comer dois depois. Tudo o que a criança tinha que fazer era ficar sozinho olhando para os doces por 15 minutos, enquanto o pesquisador saia da sala.

Ele estava testando a capacidade de retardar a gratificação. Naturalmente, a maioria das crianças tentou esperar, mas quando estavam sozinhos, as crianças começavam a suar e ficar inquietos. Boa parte delas comeram os doces antes dos 15 minutos, apenas 30% delas conseguiram esperar o tempo determinado.

As que esperaram foram as que tiveram mais sucesso na vida. Os pesquisadores também descobriram que as crianças impacientes eram mais propensas a serem estressadas, com mais dificuldades de manter amizades. Assim, aos 30 anos, as crianças pacientes tinham uma vida muito mais bem sucedida e tranquila, enquanto os outros tinham tendência a engordar e se viciar em drogas.

Quando foram analisados as atividades cerebrais dos participantes, descobriram que os mais pacientes apresentavam maior atividade no córtex pré-frontal, que está relacionado ao comportamento social e planejamento.

2 – Bebês alimentados quando querem são mais inteligentes

Depois do estudo acima você deve estar acreditando que as crianças precisam esperar pela hora certa de se alimentarem, mas não é necessariamente assim. Eles não nascem com a capacidade de atrasar a gratificação, então é preciso ensiná-los, ou não?! Não.

Geralmente escutamos que as crianças devem ter limites e não podem ter o que querem na hora que querem, mas a ciência diz que, pelo menos quando se está falando de bebês, deve ser feito o contrário.

Sempre que um bebê chora e é alimentado têm QI até cinco pontos mais altos aos 8 anos, do que os bebês que são alimentados com cronogramas definidos. Foram analisadas 10.419 crianças.

3 – Bebês que roncam tendem a ser problemáticos

Pode parecer bonitinho, mas o roncar de um bebê pode indicar que ele será insaciável pelo caos mais tarde. Um bebê que ronca está entre 20% a 100% mais propenso a se tornar um tirano hiperativo. Os pesquisadores realizaram um estudo de hábito do sono, que acompanhou 11 mil crianças, desde o nascimento até os 7 anos.

Os pais inscritos no estudo preenchiam questionários sobre os hábitos de sono do seu filho e dificuldades respiratórias, em seis pontos diferentes no período de 7 anos. Uma segunda etapa do estudo envolvia a triagem de crianças com problemas emocionais e comportamentais, entre os 4 e 7 anos.

Os pesquisadores descobriram que os bebês que roncavam mostraram problemas ao chegar nos 4 e 7 anos, incluindo agressividade e depressão. Para os estudiosos, as crianças que roncavam não conseguiam respirar direito enquanto dormiam, resultando em um desenvolvimento não tão bom – recebiam mais dióxido de carbono do que oxigênio.

4 – Bebês pequenos não vão bem na escola

Após uma pesquisa com 334 crianças em escolas da Inglaterra, com níveis sócio-econômicos bem parecidos, na qual metade das crianças tinham o peso inferior ao normal, sendo as outras normais ou maiores. Aos 8 anos de idade, as crianças receberam testes de QI.

Os pesquisadores examinaram todas suas pontuações GCSE (uma espécie de teste padronizado) quando as crianças completaram 20 anos. O grupo de peso normal teve uma média bem mais alta do que as crianças do grupo de peso mais baixo. Mas isso não quer dizer que quanto mais pesada a criança mais inteligente ela é.

5 – Bebês temperamentais podem ser adultos viciados em jogos

Há mais ou menos 40 anos, um estudo foi realizado na Nova Zelândia, com bebês de diferentes temperamentos, entre: bem ajustados, reservados, confiantes, inibidos e “descontrolados”.

O último grupo era formado por 10% das crianças, representando “falta de autocontrole”, mudança rápida de emoções, comportamento impulsivo e altos níveis de sentimentos negativos.

Essas crianças não se tornaram criminosos como muitos acreditavam, mas tinham mais chances de ter problemas com jogos de azar do que as outras. A grande suspeita é de que algumas pessoas nasçam com mais propensão ao vício do que outra.s

6 – Bebês corajosos tem mais chances de serem criminosos

Coragem na infância pode ser um sinal de problema. Na década de 70, um estudo avaliou 1.800 crianças aos 3 anos, para saber como reagiam a um susto. Em 2009, uma psicóloga da Universidade da Pensilvânia (EUA) investigou como estavam esses participantes tantos anos depois. Dos 1.800, 137 tinham ficha criminal, sendo todos eles registrados como bebês sem medo. Mas nem todos aqueles que tinham sido classificados como corajosos eram criminosos.

Então pessoal, o que acharam dessas pesquisas? Concordam com alguma delas? Discordam de alguma? Por que? Encontraram algum erro na matéria? Ficaram com dúvidas? Possuem sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!

Fonte: fatosdesconhecidos

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